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Noticias e testes online dating - 2012 - Quanto custa encontrar a outra metade?

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01 de Dezembro 2012

Quanto custa encontrar a outra metade?

 

Trezentos anos depois de terem dado os primeiros passos, as agências matrimoniais continuam a ser uma alternativa para aqueles que procuram um relacionamento sério. Na caça à cara-metade, há tabelas de preços, encontros com psicólogos e algumas regras a respeitar. Os custos não são o mais importante. Afinal, no amor o que custa é estar sozinho.

Os nomes de João Oliveira e de Teresa Santos cruzaram-se na base de dados da Amore Nostrum, agência matrimonial que opera há dez anos em Portugal. Em 2009, apresentaram-lhes o perfil de cada um e decidiram ir em frente. As regras da casa cumpriram-se a 30 de Junho: o primeiro encontro aconteceu nas instalações da agência sob a supervisão de uma psicóloga residente. “Entendemo-nos logo e depois fomos mantendo o contacto. Como éramos de terras diferentes falávamos muito ao telefone e víamo-nos todos os fins-de-semana”, conta Teresa Santos, 46 anos.

A relação avançou, a solidão desapareceu. Ela era solteira, ele acabara de se divorciar depois de passar 17 anos “com uma mulher que nunca tirou um dia para perguntar se estava tudo bem”. Agora moram juntos e, depois de um dia de trabalho, João Oliveira aos 48 anos conta com orgulho: “A Teresa esteve de folga hoje e ligou umas dez vezes só para falar comigo. Era esta a dedicação que eu procurava.”

Se partilhar a vida com alguém à partida já implica que ambas as partes invistam na relação, nos casais unidos por agências há um outro tipo de investimento, monetário, feito à priori. O serviço de matchmaking - procura de compatibilidades através de perfis - não é gratuito. Os valores variam consoante as agências e as especificidades de cada cliente.

Os critérios estabelecidos por contrato entre João Oliveira, empresário de restauração, e a Amore Nostrum custaram-lhe mais de 1000 euros. Entre os requisitos que o cliente estipulou estava claramente definido que não desejava conhecer nenhuma mulher que trabalhasse na função pública – como era o caso da sua ex-mulher. Apesar de estar ainda um pouco desapontado com o seu passado recente sentimental, João Oliveira não olhou a custos para não estar sozinho. “De início pensava que seria mais acessível, mas valeu a pena. O dinheiro não era importante quando tinha algumas hipóteses de conhecer a pessoa certa”, revela.

Já Teresa Santos, na altura operária fabril, por não ter capacidade financeira para pagar o serviço, entrou para lista da agência matrimonial como “convidada”, logo isenta de pagamento. Ainda que tratando de questões muito pessoais, este nicho de negócio não escapa às regras que regem qualquer outra empresa. Como os gerentes de espaços nocturnos já sabem há muito tempo, quantas mais mulheres entrarem, mais homens vão querer entrar. “Temos preços especiais para mulheres e desempregados. E até é possível pagar em prestações”, sublinha Susana Teixeira, responsável pela agência Mi Amore, sediada em Leiria. Apesar das condições facilitadas de pagamento, a crise não parece afectar este sector: “Agora somos mais procurados, quando os tempos são maus ninguém quer ficar sozinho. Encontrar uma cara-metade dá mais estabilidade e permite certas poupanças, caso se dividam despesas e renda”, destaca Liliana Duarte, directora-executiva da Amore Nostrum.

 

Já não se escrevem cartas de amor

As agências matrimoniais dos nossos dias, pouco ou nada têm a ver com as listas de candidatos a casamento que os padres juntavam de acordo com as classes sociais no século XVI. Depois, foram os anúncios pessoais nos classificados que, no fim do século XIX, já tinham um impacto significativo no meio. “Os jornais estavam ligados a agências matrimoniais, para que se pudesse consultar o ‘casamenteiro’ [que ajudava na procura]. Os preços reais e o lucro eram acertados consoante o matrimónio dos clientes, sobre o qual algumas agências cobravam taxas”, explica Harry Cocks, professor de História na Universidade de Nottingham, em Inglaterra, e autor do livro Classified: The Secret History of the Personal Column (2009, Random House).

Porém, a procura de almas gémeas só começou a assumir-se como modelo de negócio no final da II Guerra Mundial, altura em que se assistiu à primeira onda do que hoje são as agências matrimoniais. Nesses “clubes de encontros”, os pretendentes tiravam uma fotografia, davam informações pessoais, descreviam o tipo de pessoa que queriam conhecer e esperavam que a agência encontrasse alguém compatível. Um procedimento que, de maneira geral, não é muito diferente do que se pratica agora, sendo que os métodos de cruzamento de dados e perfis evoluíram.

“Na primeira abordagem, agendamos uma consulta entre o cliente e um dos psicólogos residentes, numa das nossas sete delegações. Aí é feita uma análise dos objectivos pessoais, traça-se um perfil psicológico e definem-se as características sociais, físicas e psicológicas que a pessoa procura no outro”, explica Liliana Duarte, directa-executiva da Amore Nostrum. O cliente passa depois a integrar a lista da agência, uma espécie de base de dados com todos os “solteiros” disponíveis - cerca de 11 000 no caso da Amore Nostrum.
Deseja conectar-se a esta pessoa?

Utilizar a Internet para encontrar um relacionamento sério surge muitas vezes como uma alternativa financeiramente mais acessível, em comparação com as agências matrimoniais. Nos resultados da pesquisa multiplicam-se sites de encontros, chats e até serviços de acompanhantes. As palavras “alma gémea”, “cara-metade” e “amor” repetem-se a cada clique. “Tudo o que os sites fazem é acelerar o processo de conhecer pessoas, não garantem nada sobre o outro. A maioria dos desiludidos com os namoros virtuais nunca pensou nisso”, afirma Harry Cocks. Para este professor universitário “Não existe um algoritmo para juntar dois indivíduos, os perfis e as listas de interesses nem sempre são um bom guia para entender as pessoas”.

Alguns corações partidos pelo desencanto da Internet acabam por recorrer às agências. “Temos clientes que se deram mal com os sites porque, quando conheciam a pessoa, ela era totalmente diferente do que tinham imaginado, nem sequer as fotografias eram iguais”, conta Susana Teixeira, responsável da Mi Amore.

Entre pessoas com experiência em encontros às cegas, outros que fazem a sua estreia, adultos conservadores e jovens sonhadores, as listas das agências não se reduzem ao perfil cliché do divorciado na casa dos 40. Na agência de Susana Teixeira, aberta há sete meses, a diversidade já se fez notar: jovens de 20 anos, um senhor de 83 anos à procura de esposa e uma filha que inscreveu a mãe e quer ajudá-la a escolher o candidato. Contas à parte, o amor são duas solidões que se protegem uma à outra, já dizia Rainer Maria Rilke.

 

Fonte: publico.pt

 

 
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